Quer participar de nossa conversa?



Giovana, minha filha, viajou em busca de seu sonho. Europa e Polônia fazem parte do itinerário. Daqui, lhe escrevo cartas. De lá, em seu blog, relata a cada dia, tudo o que vem acumulando em lembranças.

Este espaço é aberto a todos que entram aqui para compartilharem este gostoso sentimento da SAUDADE! Que, por alguma razão, têm uma afinidade em lerem "Cartas para quem se ama". De verem em linhas, sentimentos que lhes são tão familiares. E, a mim, será um enorme privilégio poder ler suas impressões e comentários.

Para isso, clique em "comentários" e digite suas palavras na janela que se abre. Se você tiver um pefil já definido (Google, WordPress, Nome/URL, etc) é só selecionar, senão, pode selecionar a opção "anônimo", aí é só "publicar"! Se quiser, identifique-se com seu nome e e-mail, ao final, pois assim, poderei fazer contato!



Bem vindo a bordo no Diário de Porto!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ate que enfim!

Ate que enfim!

Quadragesimo dia – 31 de janeiro

Coisa boa matar saudade!!!! Ver o rostinho de quem se ama, pela câmera e muito bom!!! E so nos falamos porque usei aquilo que sempre quisemos, demorou a acontecer, mas que e fato agora: morar perto. Tinha um intervalinho de uma hora entre o que eu havia acabado de fazer ate a consulta. Geralmente, enrolaríamos em algum lugar pra dar a hora. Ficavamos sempre direto, porque sempre moramos longe do centro e de tudo! No que eu decidi voltar pra casa, fui direto pro note... Telepatia? Pressentimento? Seja o que for, pus recadinho pra você no face e você estava la!!! Coisa boa ver você respondendo na hora, on line!!!! Ate que em enfim!!!

Carinha de cansada, você esta! Mas fica toda empolgada, mostrando coisinhas na tela que foram uma pechincha por ai! Pena que no note, não dava pra nos falarmos, eu te ouvia e você tinha de me ler. Mas na próxima, o problema já esta resolvido. Comprei, finalmente, o fone de ouvido para a gente se falar! Ate que enfim!

Bom ver que você não esteve tão sozinha e que na verdade, foi apenas falta de conexão. Que você se encontrou com outros da AIESEC e que esteve com a Leticia e outros brasileiros! Boas noticias! Ficara em Torun nesta semana, conectada (Bom!) e terá uma semana a mais tranqüila antes de embarcar de volta! Melhor! E assim, poderá visitar outros países!

Peninha não poder falar mais. O seu tempo e sempre bem curto, muitas coisas a fazer, dar conta quando consegue se sentar, conectar-se, ler e escrever. Então, muita coisa vai ficar pra hora que você voltar! E imagine que eu vou deixar você retornar ao Brasil e não vou te ver... Ate parece...

Bem, hoje mais respondo do que escrevo. Foi um monologo porque você falava e não dava pra eu responder a todo momento. Eu volto ao trabalho oficialmente amanha... Mais um mês pra você estar aqui... Saudade as avessas vindo, imagino quanta coisa você tem pra contar...

Somo pegou... Indo...
Boa noite, bom dia!
Beijo!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Decisões! Mudanças de rumos

Quadragésimo quarto dia – 30 de janeiro.

Enfim, tomamos coragem de optar por uma mudança: colégio do Gabri! Um namoro longo, muitos sins, muitos nãos e hoje, concretizamos a mudança. Não vou dizer que foi de todo tranqüila, segura. É difícil estar num lugar bem conceituado, hiper bem equipado, onde tudo corre na maior eficiência, primeiro mundo e optar pelo desconhecido. Base da decisão? Amizades. Aquilo que foi tão difícil pra você, passando todos os teus anos dos dez aos dezessete lá. E ele desde os dez até agora. Tenho uma segurança de estar fazendo a coisa certa pela carinha de felicidade dele ao saber que estará, finalmente com seus amigos mais chegados junto, todo dia, naquelas coisas de estudante nesta idade. Sei que quanto às outras coisas, não havia por que mexer! Mas, pensando no lado da tal “felicidade”, creio, não nos arrependeremos. E eu fico aqui com o coração apertado, com o medo de ter ou não tomado a decisão certa... Creio, este é o maior medo de uma mãe: errar nas decisões com seus filhos. Pois errar comigo mesma, não tem importância. Sou eu mesma que vou arcar com as conseqüências de minhas decisões. Mas errar na vida dos filhos e vê-los sofrer é um sofrimento em dobro!

Findado este episódio, me retraio, me recolho pra pensar... Quantas coisas têm de ser decididas... E não é fácil! A gente sofre, na véspera, sofre no dia, passa uns dias sofrendo depois, até que o tempo vai mostrando se acertamos. Até que acalmemos o coração! Isto ainda vai levar tempo. Mas algo me diz que ele será mais feliz assim. Com “menos” em coisas que considerávamos tão importantes, mas com muito mais em coisas essenciais. E isto, sinto, valerá a pena!

Tenho pensado tanto em você! Uma semana sem notícias tuas é demais! Sei que acabamos nos falando até mais do que o normal de Maringá! E ler suas impressões, o que você tem feito, pensado, sentido é prazeroso, alimenta, nos aconchega. Alivia o coração sedento de notícias, de estar perto, sossega a ansiedade! Imagino tua aflição, também, pois é a primeira semana que você fica tão isolada de contato com brasileiros, com tua gente, tua família. Espero que esteja começando uma semana mais “urbana” no sentido de ter conexão mais acessível! Mas também estou certa de que esta semana em local mais rural, fazenda, campo deve ter sido muito linda! Gente hospitaleira, casas aconchegantes, neve, lareira...

Querida, estou naquela de dar um passo de cada vez, ter medo de dá-los, medo de já tê-los dado, como se atravessasse aquelas pontes pencil com todo o cuidado e medo da ponte balançar demais e cair. Digo ponte pencil porque de cima dela, enxerga-se lá embaixo, os lados, ela balança, não disfarça os passos e qualquer precipitação reflete em ecos imediatos! Muitas vezes, não gostaria de ter de passar pela ponte. E, ao ter de passar mesmo, é mais fácil passar por pontes asfaltadas de concreto. Mas elas não permitem a visão de fora. O passo é cego. A passagem incerta. Não se sabe, exatamente, para onde se está indo. E a passagem faz parte. Necessária para passar de um local ao outro, mudar o rumo. Concretizar uma decisão! Com certeza, algumas pontes depois de transpostas, acabam caindo com o tempo e o retorno fica inviável. A não ser que se construam outras pontes no lugar. Passar por uma ponte implica em se saber que a volta não é garantida. Mas também não é proibida! Atravessá-las amplia o leque de visão! Alcançam-se outros vales, outras montanhas, outras vistas! De tudo, valerá à pena! Parto, então, deste princípio: atravesso para sentir o solo. Pois não adianta tentar vislumbrar do lado de lá, algo que só se sente pisando. E há sempre a chance de ser bom. Passagens é o ponto exato onde é permitido os extremos: o cume e o precipício, o fim e o início, o medo e a coragem, o tudo e o nada!

domingo, 29 de janeiro de 2012

“O tempo é o melhor remédio!” Alguém tem dúvida?

Quadragésimo terceiro dia – 29 de janeiro.

Estou indo para casa da Tia Any! De lá vou te escrever o dia de hoje! Coisas boas têm de ser comemoradas! Teu primo Andre começa uma nova fase! Passou em Veterinária na UNOPAR de Arapongas. Podia ser melhor? Nem sairá de casa, não precisará ir e vir todo dia, nem morar fora de casa! Provavelmente, se tivesse passado na época, estaria cursando Engenharia... E estaria em outra cidade, assim como você! O tempo, definitivamente, prega peças, conserta coisas, indica os melhores caminhos! Nada melhor do que o tempo. Sabedoria antiga e popular: “O tempo é o melhor remédio!” Alguém tem dúvida?

Dia de resgatar coisas! Tempo de se recolher, para depois florescer!

Quadragésimo segundo dia – 28 de janeiro.

Sábado... Dia de resgatar coisas!

Veja só! Pra variar, estou me embrenhando numa nova armada! O Encontro da Turma de Educação Física! Face não serve só pra “vadiar”, perder horas e horas sentada, conectada à rede e desconectada do mais próximo, ao lado... Opa! Lógico que não! Ferramenta das boas pra localizar gente, cavucar o fundo do baú, articular encontros, eventos e talz! Bem, olha só!

Depois de acha daqui, combina dali, combinamos eu, Sartori (Rosi de Rolância) e Wander (de Curitiba) de nos encontrarmos no sábado no Mufatto pra uma reunião. Uma prévia pra pensarmos no encontro! Coisa boa demais!!!! Imagina: entramos na EDF/UEL há 27 anos atrás!!! É mole? Formamos há 24 anos!!! Naquela época o curso ainda era de três anos... Não era à toa que tínhamos cinco aulas todos os dias, sem dó, sem intervalinhos, sem enrolações, sem eira nem beira! As aulas começavam às 19h e terminavam às 23h15, pontualmente! Nada de poder sair mais cedo, pois geralmente tínhamos aulas picadas, 2+1+2 e por serem práticas, não tinha como matarmos, sair de fininho... Era assim: onze quinze da noite, saindo de lá. Quando não era natação, ou aquelas aulas que era obrigatório um banho antes de ir embora... Saindo de lá passado das onze e meia... Tempo suado, mas tempo bom!

Bem, muitos anos sem nos vermos, ele mora em Curitiba há uns onze anos. Ela sempre foi de Rolândia e continua lá. Pusemos a conversa em dia. Lembramos um monte de arte que aprontamos. Cada cena que eu nem acreditava! Cada coisa bem de universitário, relembramos nomes e nomes pra acharmos por aí e programamos o que fazer. Marcamos para o dia 3 de março! Pensamos em fazer numa chácara, levar família, passar o dia! Será mais uma coisa pra eu me envolver até o pescoço... Mas nem gosto disso, né?

Então, no almoço, passei na casa da Irene! Outra coisa boa! Resgatar uma velha e grande amizade! Tipo: porto seguro pra passar e aportar! Amizade certa, ainda que tenhamos nos afastado tanto por causa do momento em que vivemos! Passei a tarde toda ali, pondo a conversa em dia, alimentando a amizade. Porque, de fato, é isto que fazemos. Alimentamos quando dedicamos tempo às amizades. E deixamos de regar a flor quando nos afastamos. Dependendo do tamanho da raiz, o quão profunda ela foi plantada, sobreviverá aos tempos de seca. Entenderá que apesar do tempo, da falta de alimento, é profunda e não se afetará aos ventos e tempestades. Se for plantada com descuido, se não tiver as raízes aprofundadas, se as raízes se espalharem apenas superficialmente no solo, é certo ela tombar e morrer. Só o tempo mostra as amizades que permanecerão. E resgata aquelas que pareciam estar secas, sem folhas, mas que apenas reservavam sua essência para uma nova florada! Muitas vezes, os galhos têm de secar, perder as folhas, parecer que morreram para só então porem toda sua energia pra fora, na forma de novas folhas verdinhas, flores e externar toda sua beleza!
Tempo de se recolher, para depois florescer!

Querida, estou de saída para a casa da Tia Any! Vamos almoçar juntos pra comemorar o ingresso do Andre no curso de veterinária! Depois continuo te escrevendo...

Te levo junto comigo lá. Pois você nunca está longe da gente, nem nós de você!

TRABALHAR NAQUILO QUE SE GOSTA. Ou... GOSTAR DAQUILO EM QUE SE TRABALHA! Pergunto: é diferente?

Novamente postando em bloco… Não era a intenção. Mas com uma conexão meia-boca e retornando antes do previsto ao trabalho, foi o Jeito...
Bem, vamos lá!

Quadragésimo primeiro dia – 27 de janeiro.

Sexta-feira! Voltei antes pro trabalho! Não estava programado, mas estava dentro das possibilidades. Para quem não tinha muita pretensão de ter férias tão divertidas como foram, entrou em férias contrariada, porque não costuma pegar mais trinta dias corridos e planejava pegar apenas três semanas, voltar antes era uma possibilidade. Mas depois de ter passado férias tão surpreendentemente boas, sem sair da cidade, deu até “dozinha” de voltar. Menos mal por ter tido uma última semana cinza, chuva, frio... Enfim, primeiro dia de retorno e 12 horas ininterruptas de trabalho!!!! Mas nem doeu!!!! Gosto do que faço! Você sabe disso! Isto é o diferencial! TRABALHAR NAQUILO QUE SE GOSTA. Ou... GOSTAR DAQUILO EM QUE SE TRABALHA! Pergunto: é diferente?

Bem! Naquelas tantas frase feitas que as pessoas adoram tanto postar nas redes, que traduzem um pouco da linha de pensamento de cada um, há uma parecida com isso. Tipo: “O importante não é fazer tudo aquilo que se gosta, mas gostar de tudo aquilo que se faz!” Válido! Porque nem tudo é alcançado. Ainda que acreditemos que não há impossíveis. Há etapas para se alcançar o que se busca e quando o último estágio ainda não foi concluído, pode ser que no meio do caminho, se descubra que há valor, prazer e realização no meio do caminho, em etapas anteriores e nem se precise chegar ao fim. Depende! Mas é uma possibilidade... E por isso, é tão importante gostar de tudo aquilo que se faz. Porque, falar sério, fazer algo de que não se gosta é horrível! É incoerente, indigesto, repugnante, nada autêntico, “inverdadeiro”. Peça para eu assistir um BBB... Posso até me calar numa sala onde tenha gente assistindo, em consideração a quem está assistindo, porque segundo minha irmã, já dei meus bolas –fora nos meus tempos “mais pimenta” em “meter a boa” diante da TV ligada, quando tinha gente assistindo um programa que eu abominava... Maturidade vai ensinando a calar pra respeitar... Mas nunca pra se render ao que não se comunga! Respeito às opiniões diferentes. Ser flexível para mudar quando necessário. Mas se manter firme e inabalável quando se trata de valores, de enxergar manipulações de pensamentos e banalizar comportamentos um tanto, diria, duvidosos! Mas este não é o foco de hoje!

Trabalhar - leia-se fazer - aquilo que se gosta ou gostar de tudo aquilo que se faz! Boa pedida! Não? Querida, te pergunto: está feliz? Está gostando do que está fazendo aí? Tem aprendido coisas? Tem “inchado” tua bagagem invisível? Então, está tudo certo. É o que realmente importa! E te digo: PRECISA OUSADIA PARA MUDAR RUMOS! Precisa ter opinião para perceber e decidir mudar aquilo que não nos realiza! Sair da zona de conforto, nada confortável do seguir empurrando... Continuar no fluxo, na correnteza, sem reassumir o leme do navio, os remos do barco ao se perceber lugares pra se parar, ou outro afluente pelo qual se quer ir. Imagino que você esteja de corpo e alma na Polônia! E creio que esteja ocorrendo uma big digestão em você de tudo do que se alimentou aqui no Brasil nos últimos anos... Então! Coragem! O leme de tua vida está nas tuas mãos! Tua bússola, você sabe, é DEUS! Mas segurar o leme cabe a VOCÊ! Vai chegar o tempo de decisões... Fique tranqüila. Os passos tomam uma direção, mas a todo tempo é possível mudá-los. Roda-se mais quando se erra. Lembra? Quase em Antonio Olinto, perto de União da Vitória, quando se queria ir pra São Bento do Sul, Santa Catarina... Sessenta quilômetros! Mas sempre é possível pegar um retorno, rodar de volta, achar o caminho de novo! Novas cidades. Novas paradas! A vida fica mais rica quando a gente se permite sair do estado de estagnação, ousar vôos, ousar por o pé na estrada, abrir trilhas na mata, permitir-se o novo! E, se o caminho a ser seguido é a opção de continuar no caminho percorrido até então, pode ser que seja porque você descobriu razões que desconhecia! Porque enxergou o que não via! E viu que estando onde está, são inúmeras possibilidades de você alcançar o que quer e valoriza! Veja: estamos nós duas em situações opostas, mas passamos pelas mesmas experiências, em contextos diferentes! O velho e o novo oferecendo experiências novas. Depende mais de nossos olhos, do quanto abrimos o coração, do que propriamente do cenário. Caberá a você sentir... Ouvir-se... E decidir... E eu estarei sempre e pra sempre do seu lado!

Te amoooooo!!!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Caixinha de pedrinhas e conchinhas

Quadragésimo dia – 26 de janeiro.

Virou a dezena de novo! E isto dá um calafrio. Dias passando... De novo aquela saudade às avessas. Sinto por você. Imagino que não deva dar vontade vir embora! Por mais que você goste daqui, tenha a família, amigos e amigas, vínculos... Somos meio do mundo afora, mesmo! Pés que não se instalam, assim, tão definitivamente... Pés que gostam de buscar caminhos novos, experimentar poeira nova! Gostamos de sentir cheiros não experimentados, cores que explodem diante de nossos olhos, burburinhos desconhecidos, idiomas que nos encantam...
Tenho certeza de sua da sua saudade e do seu amor por mim, por nós. Estou certa do quanto você deve sentir vontade de colo, conversa até tarde enroladinha na mesma cama, passear à toa por ai de mãos dadas, cantarolar na cozinha enquanto fazemos comida, nossas lasanhas de dois molhos, o branco e o vermelho, do meu yakissoba que você já aprendeu a fazer (já fez aí?), de viajarmos no carro, ouvindo “música de viagem” (nós sabemos quais!) com as janelas escancaradas pra tomarmos vento... De estar com a família toda reunida, os Saitos, os primos jogando bola tudo junto, comer sashimi e sushis do Kadu, ver a tia Any cantando no videdokê com o Ed, as tias, primas. Por isso, esta saudade às avessas é estranha! Porque é um estar chegando um tempo que encerra uma temporada num lugar tão difícil de voltar.

Creio que é coisa minha e não deixa de ser tua também, pois temos uma sintonia em tanta coisa... Mas a contagem regressiva me incomoda! Contar dias de trás pra frente, anunciando que o dia do final de algo vem chegando não é algo que eu goste nem um pouco! Nunca gostei de partidas. Despedidas soam a “nunca”. E esta nossa natureza de ser andeira e viajeira nos faz nos apegarmos ao “novo” que conhecemos e absorvemos por aí! Mais da metade já foi! E imagino como uma caixinha que você tenha levado pra ir colhendo pedrinhas e conchinhas... Cada qual com uma particularidade que te chamou a atenção, por uma cor mais viva, um formato que se encaixa, uma forma que te lembra algo, ou local especial. Quando criança, colhemos conchinhas na praia e fazemos coleção por algo especial! Porque são formas, tamanhos, cores que gostamos, que nos atraem. Guardamos até que um dia não seja, assim, tão importante mais tê-las. É a forma inocente que temos de levarmos conosco, um pouquinho do mar... Um pouquinho do caminho... De manter, um pouquinho mais, a sensação tão boa sentida. Pra amenizar a saudade futura...

Filha, colha todas as pedrinhas, todas as conchinhas! Não faz mal trazê-las, não! O tempo se encarrega de te trazer de volta as coisas que te foram importantes no caminho! Pode ser que a forma como virão não sejam, exatamente, como você imagina. Mas as coisas mais importantes e colhidas no caminho, sempre estarão com você! O melhor de termos cruzado com pessoas que nos marcaram pelo caminho e não as termos mais conosco é a certeza de que o invisível define um pouco o que é mais importante. Se tivéssemos de por numa prateleira aquilo que mais apreciamos e nos são mais preciosas, teríamos um problema sério de espaço e teríamos de economizar na nossa colheita. Já imaginou? Querer levar lembranças e ter de passar pela alfândega e uma luzinha vermelha indicar que você já passou da sua cota e ter de deixar pra trás aquilo que já mora em seu coração? Isto acalma a saudade. Pois não pesa, não ocupa prateleiras, não precisa ser economizado. A colheita é próspera para quem é generoso e não apita indicando excesso. Que bom!

Gostoso é escrever o que vai cá dentro, na hora! Acumular escritos é ruim. Ficam com cara de “cumprindo o calendário”. Sentimentos e desejos fluem... Até acontece de vir uma palavra na mente e querer escrever sobre isso, antes mesmo de me sentar. Mas quando flui na hora, como agora, é bom demais...

Vou dar uma pausa. Volto pros papéis, pras contas... Faz parte! Necessário pra organizar o que virá! Quero ler seu diário... Atualiza???

Beijo...

“Por onde seus pés andam” são caminhos infinitos...

Trigésimo nono dia - 25 de janeiro.

Papéis e mais papéis...
Dia de por a papelada em ordem. Pra não falar as contas... que senão vira lenda... Bastante coisa colocada em ordem, mas há algumas ainda para por. Dia 25, na verdade, foi ontem. Deixei acumular três dias. Não gosto disso! O meu propósito dói de escrever uma carta por dia. Mas a conexa tem estado tensa aqui... com isso fiquei no meio da papelada e, sem conexão, não em animei a postar!

Mas esta parte é um “estresse” necessário. Uns dos meus posts antigos no CLICS falavam sobre isso.
http://clicandoeconversando.blogspot.com/2010/12/cartas-que-escrevi-pra-poder-voltar.html
http://clicandoeconversando.blogspot.com/2010/12/arrumando-gavetas_04.html
Sobre ser necessário este tempo de por em ordem contas, papéis, gavetas, pra poder seguir. Pra poder voltar a sonhar e realizar sonhos! No dia que conseguimos falar um pouquitito na Skype, te mostrei coisinhas que andei fazendo em casa! Adoro isso e você sabe o quanto... Pendurar enfeitinhos de porta, daqueles nossos, comprados a dedo em Bombinhas. Lembra? Procuramos, procuramos até achar aqueles feitos de material natural, estopa, pau de canela e bonequinhos de palha de milho. Lembra quando te mostrei o enfeitinho da nossa porta do velho “ap” que tinha apenas três pessoas e que eu não havia colocado ainda, pois não incluía o Marco? Pois, então! Adaptei os dois enfeitinhos que tinha para portas e o bonequinho do outro enfeite foi “adicionado” ao oficial. Agora ele faz parte! Somos quatro pessoas dando boas-vindas na porta! Pois você pode morar em qualquer lugar do planeta, ter sua casa instalada mundão afora, mas terá sempre seu lugar garantido em nossa porta! Pois meu lar (disse MEU LAR!!!) é minha família e isto inclui sempre e para sempre você. Não importa onde estiver! Quais lugares forem o de chegada. O de partida é sempre aqui. O retorno ao seu porto seguro, seu ninho aconchegante sempre e sempre será aqui! Como você mesma diz, “por onde seus pés andam” são caminhos infinitos. Mas seu coração tem locais certos de moradia! São os corações de todas as pessoas que você cativa em seu caminhar. Por isso, você tem inúmeras moradas! Pois vai semeando amor e colhendo amor. E isto te faz uma caminhante, uma semeadora de sonhos, tal qual você leu nos livros de Augusto Cury.

Bem, vou ver se consigo aproveitar a conexão momentânea e postar os atrasados...
E já começar o outro!

Beijo, colo e petit gateau! Ahhh, experimenta um petit daí e depois, me diz se é bom!

Excesso de bagagem que nunca é excesiva!

Está difícil postar com esta conexão problemática...


Trigésimo oitavo dia – 24 de janeiro.

Sem conexão...
Conseguimos nos falar pela Skype, depois de uma eternidade. Talvez, uma semana, ou um pouco menos. Mas é que a velocidade de hoje deixa a gente um pouco mal acostumado. Tudo o que ser quer, se quer pra já. E, se no começo, pensava que iríamos nos falar esporadicamente, quando você embarcou, porque sabíamos que você teria dificuldades de aceso em viagem, depois, com as facilidades do início nos acostumamos a falar todo dia e até ao vivo! Agora, faz falta...

Escrevo pelo post de ontem. E já que ontem, nos falamos, falar disso... Vi o quanto estava cansada. Com sono. Mas imagino que mesmo assim, esteja deslumbrada com tanta informação em tão pouco tempo. Vi você conversando fluentemente com sua professora. Que delícia ver você assim! Pondo em prática a base que teve na escola da quarta série, a Escola Evangélica, onde teve contato com estrangeiros e filhos de missionários que só falavam outra língua, no caso o inglês e que para estudarem, tinham o intérprete na sala. Foi um tremendo privilégio aquele ano, se pararmos para pensar! Eram dez crianças na sua turma, uma aluna que falava em inglês e uma intérprete. E você tinha aulas uma vez por semana pela manhã onde só era permitido conversar em inglês. Com nove anos e toda a facilidade para aprender, típica desta idade, você aprendeu bem e por causa desta base, saiu-se muito bem para conversar nesta língua em toda situação pela qual passou. Incrível, porque se for pensar, foi tão pouco tempo de estudo. Mas acredito que eles sabiam exatamente COMO fazer: pela prática! Em atividades corriqueiras de preparar cokkies, um chocolate quente, um marshmalow... Bem diferente das aulas monótonas de ter um livro em mãos e fazer exercícios repetitivos, sem conversação, sem motivação.

Bem, não sei muita coisa da sua nova cidade. Também, não deu pra saber quase nada da cidade anterior. Pois você não postou mais nada no blog. Só deu para identificar bem a primeira semana. O que deu pra saber foi sobre a surpresa quando chegou quanto à idade de seus alunos... Acostumada a falar para adolescentes e jovens a partir dos 15, 16 anos, foi surpreendida ao se deparar com criancinhas a partir dos 5 aninhos!!! Uma das coisas que me falou foi de como gostaram de beijocar você! Nesta idade são espontâneos, são carinhosos e imitam! Se um puxar a fila pra beijocar a figura nova na sala, pode esperar que formam uma fila pra fazer a mesma coisa...

Creio que esteja sendo apaixonante experimentar tantas coisas tão diferentes. Deveria ser direito de todos passarem por algo totalmente fora do seu habitual. Inclusive, antes de ingressar na faculdade. Para enriquecer a experiência do estudante nesta faixa etária e lhes dar visibilidade maior das tantas coisas a se fazer, mundão afora... Tenho certeza de uma coisa: você não voltará a mesma! Impossível voltar do mesmo tamanho!!! Certas coisas inflam dentro da gente! Conhecimento é uma delas. Uma vez adquirido, estufa no peito e precisa ser dividido. Não para ser exibido. Mas para ser compartilhado. E ESTA BAGAGEM você trará num excesso de peso saudável, sem ser excessivo!

Bem, a conexão esteve com problema de novo. Tentei, tentei e nada de conectar! Então, já tenho acumulado três dias para postar. Paro por aqui e começo o outro!

Saudade!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FEED-BACK DE NOSSO DIÁRIO!

Trigésimo sétimo dia – 23 de janeiro

Saber a hora de carregar as pilhas… Hoje, vou ter de entregar os pontos... O sono pesa nos olhos. (Quase!) Total impossibilidade de escrever! Hora de carregar as pilhas... Explico:

Na filosofia “Faz de conta que estou na praia!” estive todo este tempo agindo como se estivesse em férias lá longe, despreocupada com horários, rotinas e o previsível. Horas de sono não respeitadas que, agora reivindicam seu espaço... Então, vale fazer um feedback divertido, passeando nas palavras que escrevi até agora. Quer ver o que dá?

Grata surpresa a minha, ao enxergar AS COISAS MAIS IMPORTANTES, aqui mesmo, bem adiante de meu nariz, lógico, destas tantas está tudo, MENOS GIOVANA QUE ESTÁ NA POLÔNIA! Abri-me aO NOVO estando no velho, reforcei nosso princípio de que ATENDIMENTO É TUDO, pois tratar bem e fazer o melhor ao outro sempre nos assegura que O RAIO DE ABRANGÊNCIA QUE TEMOS É PROPORCIONAL AO TAMANHO DE NOSSOS SONHOS POSTOS EM PRÁTICA. Coisa própria de quem cultiva com MAESTRIA a vida e afaz de cada dia um PREFÁCIO DE QUEBRA DE PARADIGMAS, reinventando a saudade, criando a SAUDADE ÀS AVESSAS... Faz-me ver: PORTAS NOVAS – NOVOS CAMINHOS, pois aprendi a ler nas entrelinhas, a respirar e estar ENTRE PARÊNTESES! #PAUSA!# é como se lê a parada que ensina: NADA, NADA É POR ACASO!
Estas coisas que venho, então, aprendendo mantém acesa a nossa LUZINHA DO “ON” faz de nós, eternas DESENHADORAS DE SONHOS!

A via ensina! E mostra que OPOSTOS não servem apenas para contrariar, mas para complementar... Então, vou me pondo a relembrar cenas: NOSSOS RITUAIS, as FRASES DA GENTE nossos pequenos costumes que faz cada uma de nós, ser uma MARATONISTA DA VIDA, NO PÓRTICO DA VIDA! Coisas poucas, coisas bobas, nossas brincadeiras no carro como o “Costura-Palavra”, a LETRA "G" DE CATCHUP nos nossos tantos lanches montados em cada VIAGEM PRA ONDE o coração quisesse nos levar!
Todas estas tantas coisas me fazem ver: a vida é escrita em RETICÊNCIAS... Não pára nunca, enquanto a vida não parar! Por isso, é tão importante seguir RE-DESCOBRINDO A TERRINHA... Pois A MELHOR VIAGEM E FEITA PRA DENTRO DE SI MESMA e não adianta avançar km e km à frente em lugares maravilhosos se a busca do que se procura está cá dentro...

Nosso PAINEL DE FOTOS são clics capturados do que passamos e o presente, melhor que o passado e o futuro. ON LINE É MELHOR QUE OFF... PORQUE FALAR AO VIVO, É MELHOR DO QUE RELATAR O QUE PASSOU E PERDER O AGORA ACONTECENDO...

Querida, somos o que podemos ser. A opção é nossa a cada dia. Podemos ser BÓIAS que ajudam, amparam. Ou passar a vida toda afundando outros que nos pedem socorro! E não ter a vergonha jamais de TENTAR-ERRAR-TENTAR-DE-NOVO-E-ACERTAR: SIMPLES ASSIM. E buscar com os OLHOS NO HORIZONTE, PÉS BEM APOIADOS NO CHÃO aquilo que preenche o coração! Pra aprender que a SAUDADE LAPIDA O AMOR... Que O APÓS ensina a ver com humildade os ensinamentos dos erros, dos choros dos acertos. Assim como quando brincamos de falar que HOJE É DIA DA DONA ESTELA, ao nos lembrarmos dela em pequenos gestos, ou manias dela! E cada nova coisa é nova cor. E assim, vamos PINCELANDO CORES!
Vês? CROSSING THE SEA (PORQUE VIVER É UMA TRAVESSIA POR MARES), é nosso maior aprendizado. Temos medo, não enxergamos o fundo, mas não paramos!
E ao compreendermos que o verdadeiro natal é um NATAL DO INVISÍVEL, compreendemos que É REAL aquilo que não se vê!!!
E esta brincadeira de fazer de conta que hoje é DIA DE PRAIA! FAZendo DE CONTA QUE ESTAMOS EM BOMBINHAS me ensinou a ver que, muito mais do que o lugar onde estamos, importante é ser o que somos, o melhor de nós a cada dia!
Não é por acaso, minha filha. É DE PROPÓSITO! Deus realmente faz as coisas de propósito em nossas vidas! A CAIXA DE LÁPIS DE COR DE INFINITAS CORES está em nossas mãos. Para escrevermos ou desenharmos VINTE E UM PAPEIZINHOS... E OUTROS BILHETINHOS MAIS. Para jamais deixarmos de falar a quem amamos que amamos! E mantermos acesa a chama que nos faz sempre ter a certeza, em cada partida que o amor ultrapassa fronteiras, POIS QUEM AMA E FICA, NUNCA FICA DE FATO SÓ. E QUEM VAI, NUNCA SEGUE SOZINHO!

sábado, 21 de janeiro de 2012

As coisas mais importantes

Trigésimo sexto dia – 22 de janeiro
Querida...

As coisas mais importantes, hoje sei, são tão transparentes, invisíveis. Mas intensamente visíveis e claras aos nossos olhos. Quanto mais me deixo levar no curso normal do rio, menos imponho meu remar, mais admiro o navegar, posso olhar em volta, enxergar as cores do agora, o cheiro, a garoa fina que respinga do rio, o barulho da água e a sensação que invade meu corpo. Precisou passar muita água debaixo de meu barco para eu deixar de remar contra a correnteza! Forçar paradas em lugares já pisados em terra e tentar, inutilmente, permanecer em portos que ficaram para trás. Hoje, sei: o tempo estabelece tempos. Tempo de parar, tempo de seguir, tempo de parada em cada porto e tempo de deixar o porto...

Fomos ensinadas a remar, remar e remar. Somos uma família de mulheres fortes! Muitas mulheres. Poucos homens. Que apenas na sua geração retornaram em número maior do que de mulheres. E não aprendemos a descansar. Não aprendemos a parar e apreciar. Com isso, ouvíamos bem o nosso compasso, mas muito pouco o passo ao lado. Falamos muito, ouvimos pouco, fizemos demais, abafamos quem poderia ter feito e realizado conosco. Dura sentença? Não! É apenas uma constatação que acode em tempo, tanto espanto, tanta andança e “fazeção” de coisa! A bandeira de “tudo fazer” foi carregada como se fosse sinônimo de responsabilidade e eficiência. E arrogância misturou-se a sabedoria. E quisemos ser ONI-tudo! Onipotente, onipresente, onisciente. Em suma: DEUS!

Mulher tem destas coisas! Abraçar para si a responsabilidade por tudo ser, não ser, por tudo dar certo, ou errado. Quer fazer tudo, estar em todo lugar, saber tudo ou, pior: pensa que sabe de tudo, acima de todos... Não é que seja pretensão ou maldade. Mistura-se com a tal responsabilidade. A vontade de fazer tudo dar certo. De proteger, de zelar pela família, de consertar casamento, marido, filho, empregada, trabalho, o dono do mercado, os preços altos, os vizinhos, a escola do filho, o próprio corpo que nunca está do jeito que quer. Eterna questionadora, sempre inconformada com o que não concorda. Briga até o fim pelo que acha direito. Defende vorazmente seus entes queridos. Sua, corre, canta, encanta, multiplica seus braços para poder abraçar todas as coisas que quer fazer ao mesmo tempo. Pensa que dará conta de tudo. E, às vezes, sucumbe! Surta, adoece, se deprime, chora, perde o marido, o namorado, o emprego, a diarista lhe dá as costas e os canos, ouve respostas mal educadas, ou recebe olhares irônicos, perde reuniões da escola do filho, percebe burburinhos com seu nome, fragmenta-se, cai do barco, quase se afoga.
Então, passamos por um redemoinho de sensações! Não sei exatamente se mais se parece com um furacão, no qual caímos dentro e onde rodamos, rodamos perdidas sem eixo próprio e tonteamos ou se é um furacão cá dentro de nós, que varre tudo, todas as nossas tão bem elaboradas estruturas, nossos tão bem estabelecidos conceitos, os móveis são todos desarrumados, tudo posto fora do lugar e pra fora. Derruba nossas certezas! Ficamos atônitas! Não reconhecemos mais o lugar de onde viemos. Ou seria certo dizer que nossas vendas que nos cegavam são, finalmente, retiradas de nossos olhos para, só entào, enxergarmos as coisas como, de fato, elas são?

Fico com a segunda opção! O que vivo neste momento justifica meu pensamento! Tudo sempre esteve bem claro. Eram meus olhos que não enxergavam! E meus braços teimosos insistiam em remar quando já não era mais necessário. Hora de aportar! Descer a âncora. Pausar! Energia despendida à toa, prosseguir! O rio sabe bem a hora de correr em forte correnteza, de passear em calmaria, de dar porto seguro e de levantar a âncora e seguir! As coisas mais importantes são sempre visíveis a quem quiser ver. Basta ter olhos atentos, humildade para saber que nunca se sabe tudo, que a vida ensina e que, muitas vezes somos nós que erramos o caminho e não o contrário! Quantas vezes pensamos que a vida é cruel e injusta conosco. Que perdemos pessoas, amores e que o passado retém as melhores coisas, o melhor tempo da gente, os capítulos mais importantes de nossas vidas? Melhor, mesmo, é o tempo presente! Viver o que se tem no hoje é a sábia decisão de quem caminha com os pés no chão. Não se trata de desistir de sonhos. Mas de saber diferenciar o “sonhar” do “viver o sonho”. Perseguir sonhos é tão belo como saber reconhecer o sonho que temos nas mãos. Não com a vestimenta que insistimos em por, com os nomes e itens que nós achamos imprescindíveis, mas com a cara e coração que nos surpreendem e nos conquistam a cada dia.

Permitir-se encantar-se com o simples, o trivial, o diário é um ato tão ousado quanto sair em busca de coisas fenomenais por aí afora! É repaginar a própria vida. E dar ao olhar uma nova chance de enxergar o que não se via. E ao coração, a nova chance de amar. Livre de rótulos, livre de cordinhas presas ao passado, livre de sombras e medos que não pertencem a este tempo. É, finalmente, jogar pesos desnecessários da embarcação. Deixar em cada porto, o peso seu. Para seguir leve...

Tenho certeza que me compreende...